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Por falar em ubuntu, rogamos pelo aquilombamento

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Esta carta, ou melhor, desabafo, visa como desdobramento de suas linhas, a reflexão e com esta as importantes ações em atividades conjuntas, coletivas e coletivizadas que fomentem tanto o trabalho criativo de produção tangível e intangível, nos campos materiais e imateriais, com forte e afrocentrada ensino-aprendizagem quanto sua efetivação e o necessário gerenciamento e multiplicação dos conceitos tradicionais e culturais, motivados pelo, acima de tudo, respeito e valorização das matrizes africanas.

Precisamos nos aquilombar, precisamos entender e multiplicar este conceito, este é o momento histórico que pode colocar novas mentes brilhantes pretas no fluxo “imparável” da construção de uma sociedade justa, solidaria, educadora e “preta”. Aos e as não pretxs entendam o conceito de “quilombismo” e entenderam que, os e as que ainda não estão, já demoraram demais para encorpar na linha de frente, primeiros e segundos pelotões, está tão desigual guerra que travamos contra o racismo e seus maquiavélicos tentáculos.

É um momento histórico.

A partir do mês de julho de 2020, quando iniciamos nossos trabalhos na inciativa revolucionaria Bancada Preta e seus projetos de fomento, articulação e planejamento de ações com este viés que aponto acima, no qual buscamos via uma metodologia progressista, antirracista e de intensa troca de saberes, não só viabilizar que mulheres e homens pretxs, o acesso à uma plataforma/tecnologia social, que entre outros, agrega uma equipe qualificada de comunicadores, comunicadoras, designers(a), vídeo makers, publicitarias(os), programadores(as), com foco na produção de marketing digital qualificado e articulado com as últimas tendências do mercado, porem focado nos bens culturais que os transversalizam, bem como o acesso ao desenvolvimento local e pessoal, trabalho e renda, sempre pautados pela busca da autogestão e autonomia dos sujeitos de direitos que apoiamos e que certamente virão principalmente nas e das regiões periféricas.

Reflitamos juntes e juntxs e apoiemos este e outros quilombos “algoritmados”, mas que guardada a pontualidade se consolidara em territórios imersos na kizomba plena e sem medos, pois somos um fragmento ou fagulha de, ou, em grandes potenciais qualitativos, quantitativos e produtivos na ação, e, neste sentido as atividades e suas potencialidades coletivas e criativas ganham em qualidade/afetividade e começam a se desdobrar em valorosas possibilidades concretas de transformação de inúmeras realidades, viabilizando assim uma grande desconstrução política-sócio-cultural dos agentes espoliadores, branquitude que não abrem mão de um milímetro de seu espaço de prestigio fruto do privilegio que o capital especulativo fomenta e com esta o distanciamento cada vez maior de muitos e muitas, suas principais vitimas, de ficarem cada vez mais a margem dos seus direitos e aleijados de novas e melhores perspectivas de vida.

Estamos atentos, em movimento e planejados.

A grande estratégia para a construção, efetivação e manutenção desta metodologia transformadora, deve ser antes de qualquer coisa acreditada e recheada de empoderamento por todos e todas e todes educadores e educadoras, educandas e educandos, produtores e produtoras, secretários e secretarias, porem em tempos de transformação (conjuntura politica, ou falta de engajamento) buscamos em reuniões, encontros e paradas pedagógicas, fomentarmos a colaboração, a associação e a construção coletiva de propostas que engajem  e tragam de volta para a base todo este potencial produtivo, arrebatado por estas questões que pontuo acima.

A metodologia, suas criticas e questionamentos propõem que o coletivo tenha em sua essência a motivação e potencialização dos potenciais periféricos, que se posicionem, retomem e efetivem o conceito de mídia radical e educação popular na plenitude da palavra, agindo cooperativamente, com o objetivo de formamos o publico que vai dar continuidade nas tradições, nos valores e no enfrentamento às mazelas e violações de direitos impostos pela ausência da representatividade e representação preta no Estado, no poder público, nas grandes corporações multinacionais e/ou lideres de mercado no Brasil e na América Latina (em grande parte), além da finalização das violências impostas pela polícia na medida que o destaque trás holofotes a estes e estas invisíveis, fatos que não são mais anunciados com fatos trágicos, uma vez que estes não as denunciam, também não anunciam a sua devida finalização e superação pelos oprimidos e principais e únicas vítimas.

A iniciativa Bancada Preta se pauta em um formato conceitual e na pratica economicamente solidário, cooperativado e associativista, unindo as particularidades, especificidades, diferencias e objetivos comuns, viabilizando o desenvolvimento da autoestima, da cidadania, da formulação de projetos que levam para as mulheres, homens e suas comunidades a esperança teimosa de dias melhores e este movimento tem como disparador o necessário conflito entre emprego, trabalho, militância – estado e consequentemente as associações se formam e se formalizavam na perspectiva da defesa destes direitos, tendo as ações como tema transversal de educação, profissionalização e posicionamento sócio político e econômico.

Para tanto propomos uma seria avaliação dos trabalhos desenvolvidos ate aqui, seus objetivos e resultados alcançados diariamente. Com uma metodologia que motiva e aquilomba, que aconselha e é aconselhada, que respeita as necessárias mudanças e o desenvolvimento de alcance qualitativo na promoção da cidadania e acesso às culturas e ao trabalho e renda e seus significados. Cabe ressaltar que a proposta deste projeto (acima mencionado) é revolucionaria e como revolucionaria precisa também de militantes não de empregados, de homens e mulheres com funções especificas e não cargos específicos, este que projeto que já é reconhecidamente de extrema importância, porem, pode e deve ir além, pode e deve escrever outra história, pode e deve construir, a partir de cada homem e mulher, a sociedade que desejamos para nossos filhos e filhas, netos e netas, para com este, alcançarmos o inédito viável em uma práxis realmente revolucionaria.

Que esta carta desabafo – que – quis falar em Ubuntu, fomente o aquilombamento e traga consigo a renovação, o entendimento e o engajamento e que a cada dia contamine mais e mais homens e mulheres, formando um exercito justo, solidário e educador de militantes, cujo grande norte e disparador será a pessoa do nosso lado, a pessoa encarregada da execução do projeto ajuntada com tantas e tantas outras.

Seja bem vindo/a/e ao tempo da reparação e que as boas novas nos acompanhe nesta empreitada, recheada de afetividades, desafios e testes diários.

Bob Controversista

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