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Bancada Preta – Modelo de negócios e princípios transformadores.

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Não se trata de qualquer ideologia ou convicção ingênua. A Bancada Preta busca na sua evidente consolidação como tecnologia social transformadora e aglutinadora de redes e movimentos, busca fomentar a emancipação de grupos sociais marginalizados e relegados à própria sorte por um sistema que se organiza e estrutura a partir do racismo estrutural e a consequente manutenção de privilégios de uma pequena camada da sociedade brasileira e latino americana, fazendo um recorte aqui para o nosso campo continental de disputa, e, com isso nos alijar de diretos e possibilidades. A Bancada Preta é uma ameaça à esta lógica racista/capitalista em sua forma mais vil. Tratamos de combater os excessos e ter como objetivo primário a felicidade conquistada pela afetividade e respeito ao próximo, e a si mesmo. Faça por prazer e conquiste o respeito de todos, faça por ganância e cairá na lógica vil, onde o dinheiro e a riqueza acumulada definem seu grau de sucesso de vida.

No formato defendido pelo mercado, basta empreender, perseverar e conquistar seu espaço. Traduzindo: tenha uma boa ideia, explore a quantidade necessárias de pessoas e convença uma parcela significativa da sociedade a consumir a sua ideia, mesmo que ela não precise, e sucesso! E por essa lógica, você será mais genial e bem sucedido, quanto mais pessoas você explorar e fizer consumir sua ideia.

Vamos destrinchar isso: pagar um salário a alguém não um benefício. Trata-se da materialização da lógica exploradora. O salário será sempre o mínimo necessário para que alguém realize um determinado trabalho. Não se remunera o que o trabalho vale. Se assim fosse, o dito empregador, não acumularia riqueza para si e sua organização. É exatamente esse acúmulo sobre o trabalho de outro que se chama “mais valia”, ou seja, exploração. Nossa metodologia expõe essa realidade genocida, quebrando o conceito de acúmulo pessoal. O trabalho colaborativo prevê ganhos, de importância, reconhecimento e retorno financeiro baseados na coletividade, no meio e no ambiente, na busca por excedentes e não lucro, pela afirmação do saber/fazer humanizado. Há algo mais justo?

O embate que ocorre nas trincheiras dos novos modelos de negócios é entre a velha escola, que quer fazer as coisas como sempre: trabalhamos colaborativamente mas não dividimos os dividendos de forma proporcional. E a nova escola, onde pode haver concentração de riqueza sim, mas o objetivo é realizar o trabalho com a maior quantidade de mãos possível.

Perceba, o retorno financeiro é dividido entre os participantes do projeto, de forma igualitária ou proporcional ao trabalho realizado por cada participante. Levemos esse modelo ao extremo para conceituá-lo de uma “denegridamente” explicita. Quanto mais participantes, menor o ganho individual de cada membro. Virtualmente, se o volume de participantes for muito grande, o ganho individual será desprezível. Entretanto o esforço individual será igualmente desprezível, afinal de contas milhares de mãos fazem muito mais, em menos tempo e com melhor qualidade. Quando um projeto atinge esse ponto, os ganhos financeiros deixam de ser revertidos para seus participantes e passam a ser direcionados para infraestrutura, qualidade, segurança e outros.

Quando o ganho financeiro do coletivo não atende cada indivíduo, reverte-se o ganho para os benefícios intangíveis do coletivo. Vale mais ganhar R$ 10,00 por mês ou garantir a confiabilidade de um projeto/produto como o artesanato, os serviços e etc?

O mercado convencional enxerga, com razão, as ameaças dos ambientes de construção e negócios colaborativos. Geração de conteúdo, mobilização de inteligência criativa, poder popular de qualidade, redução de custos de produção e distribuição justa de renda, são antagônicos ao modelo verticalizado dos magnatas do velho capitalismo.

Deixemos isso denegrido (cada vez mais esta palavra tem que ser ressiguinificada), não se trata de uma ode ao comunismo, mas uma crítica direta ao modelo atual, onde está estabelecido que explorar um semelhante é aceitável, honesto, correto e é estimulado por governos e pessoas, direita e esquerda, pretxs e brancxs. Essa é a maior loucura coletiva dos tempos modernos. E não me venha com argumentos infantis do tipo “sempre foi assim”, ou, isso é da “natureza humana”. Os sacrifícios humanos ao *“Inti” já foram devidamente eliminados das sociedades. Temos que evoluir e não perpetuar nossos comportamentos Neandertais.

Atuar em um projeto como a Bancada Preta, manter a Internet como plataforma livre, criar negócios com remuneração igualitária, gerar conhecimento colaborativo, usar as tecnologias para educar de verdade, são prerrogativas que ferem mortalmente o modelo onde uma empresa ganha sozinha e domina o mercado. É por isso que o esforço dos dominantes para colocar essas novidades como sendo meras alternativas inovadoras de modelos antigos, é algo corriqueiro. Eles buscam estabelecer o uso do trabalho colaborativo para melhorar a produção, mas não para mudar os formatos de exploração.

Então é como sempre: aproveitamos a metodologia para aprimorar a exploração e não para libertar as pessoas dela.
Que tal fazer realmente diferente?
Que tal mudar sua vida, desde a base?
Inicie ou se envolva com projetos como a #BancadaPreta.
Dedique-se a fazer o que gosta.
Respeite os semelhantes.
Proponha ganhos iguais para trabalhos iguais.
Abandone a noção de que você ou qualquer outro, tem o direito de explorar o trabalho de um semelhante.
Seja empreendedor da igualdade.
Convide seus(as) iguais para construir juntxs, ganhar juntxs, serem felizes juntxs, melhorarem o Mundo juntxs.
Dedique-se a fazer a felicidade fluir, em você e nos demais.
Seja Livre e ajude a disseminar, o amor e a liberdade.
Se não for hoje ou amanhã, tudo bem.
Porem, que tal começar agora e não semana que vem?

Faça sua contribuição em algum formato e coloque sua palha ou toco nesta fortaleza que estamos construindo.

Ao contrário das grandes mídias corporativas, leia-se capitalistas, a #BancadaPreta se financia por meio das suas próprias comunidades. Você pode também pode apoiar a @BancadaPreta e o Portal bancadapreta.com.br de diversas formas.

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Bob Controversista

*O Inti era a moeda oficial do Peru em meados de 1985 a 1991. Viera para substituir o sol que na época estava hiperinflacionado e no final, acabou como seu antecessor. O Nuevo Sol (sol novo, 1991) acabou por substituí-lo. Seu nome foi uma homenagem ao deus Inca, Apu Inti.

 

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